A DEFENSORIA PÚBLICA E A CONCEPÇÃO QUIXOTESCA DE JUSTIÇA

Este artigo propõe-se a um estudo de Direito e Literatura no seu viés representacional. Mediante metodologia analítica-dialética e assumindo os pressupostos do constructo teórico de Paul Ricoeur, suscita-se a seguinte indagação: a atividade jurídica da Defensoria Pública brasileira pode ser conside...

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Main Authors: Lorenzo de Carpena Ferreira Corrêa de Barros, Enrico de Carpena Ferreira Correa de Barros
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul 2024-12-01
Series:Revista da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul
Subjects:
Online Access:https://revistadpers.emnuvens.com.br/defensoria/article/view/665
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Description
Summary:Este artigo propõe-se a um estudo de Direito e Literatura no seu viés representacional. Mediante metodologia analítica-dialética e assumindo os pressupostos do constructo teórico de Paul Ricoeur, suscita-se a seguinte indagação: a atividade jurídica da Defensoria Pública brasileira pode ser considerada “quixotesca” a partir dos conceitos apreensíveis do clássico literário de Miguel de Cervantes Saavedra? Por meio desse questionamento inicial, procura-se demonstrar que a forma como D. Quixote busca concretizar a justiça não pode ser considerada uma representação das funções e dos objetivos institucionais da Defensoria Pública: embora certos valores jurídicos inerentes à Defensoria Pública estejam representados nas ações e intenções de D. Quixote na diegese, a personagem cervantina ilustra problemas institucionais que a Defensoria Pública visa a corrigir.
ISSN:2177-8116