Serviço Social e o silenciamento sobre as questões étnico-raciais

Este artigo debruça-se em questionar como uma categoria profissional que tem, como seu objeto de ação, a população negra e pauperizada do Brasil, demorou 80 anos, para compreender que não tinha no cerne da sua formação um conceito e um direcionamento político-pedagógico perante as requisições étnic...

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Bibliographic Details
Main Author: Juliana Marta Santos de Oliveira
Format: Article
Language:Portuguese
Published: Universidade de Brasília 2018-02-01
Series:SER Social
Subjects:
Online Access:https://periodicos.unb.br/index.php/SER_Social/article/view/14945
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Description
Summary:Este artigo debruça-se em questionar como uma categoria profissional que tem, como seu objeto de ação, a população negra e pauperizada do Brasil, demorou 80 anos, para compreender que não tinha no cerne da sua formação um conceito e um direcionamento político-pedagógico perante as requisições étnico-raciais. A hipótese primária é de que o racismo permeia e define todas as relações sociais no país, e desta forma, o Serviço Social e os assistentes sociais não podem ser percebidos fora do prisma mais amplo deste contexto social alienante. Como o Serviço Social brasileiro tratou as questões étnico -raciais historicamente? Como determinantes sociorraciais estão sendo trabalhados, apresentados, na formação de assistentes sociais? Existe na categoria profissional e entre os seus teóricos, aparato teórico e metodológico para lidar com esta demanda? As questões étnico-raciais e de gênero estão no escopo da “questão social”?
ISSN:2178-8987